O Rei das frutas

O abacaxi, uma das frutas tropicais mais populares do mundo, é provavelmente nativo do sul da América do Sul, da região onde hoje fica o Paraguai. Foi levado por toda a América pelos guaranis, tornando-se espécie cultivada pelas populações nativas até a região da América Central e do Caribe muito antes da chegada dos europeus.

O abacaxi, com o nome de “piña”, foi levado para a Europa como testemunho da exuberância exótica das terras existentes a oeste do Atlântico. Espécie de fruto de fácil dispersão e cultivo, o abacaxi cruzou os mares do mundo a bordo de caravelas, chegando para ficar na África, na China, em Java, na Índia e nas Filipinas. Nesses locais, o abacaxi propagou-se com facilidade e rapidez, tendo sido muito bem aproveitado nos últimos cinco séculos.

Na Europa, com sua coroa espinhenta, passou a ser chamado, no feminino, de a “rainha das frutas”. Transformado em iguaria de reis e rainhas, o abacaxi era oferecido como símbolo de hospitalidade a convidados especiais da nobreza, passando a ser símbolo de beleza e exotismo representado pelas artes, estudado e admirado pelas ciências da natureza.

Apenas depois de muito tempo de sua chegada a Europa, soube-se que aquilo que costumava ser considerado como uma fruta única não passava de uma ou duas centenas de pequenos frutos aglomerados em torno de um mesmo eixo central. Cada “olho” ou “escama” da casca do abacaxi é um fruto que cresceu a partir de uma flor, fundindo-se todos os frutos em um grande corpo, chamado infrutescência e no topo se forma a coroa.

O abacaxi não é fruta calórica, mas seu conjunto contém altas porcentagens de vitaminas A, B e C, assim como carboidratos, sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e fibras. Dos restos do abacaxizeiro também se pode extrair a bromelina, uma enzima nobre que ajuda a decompor proteínas.

Hoje o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de abacaxi, com mais de 1400 mil toneladas anuais.

Fonte: Universidade Nacional de Brasília – UNB

 

 

 

 

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